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Algumas pessoas e o cinema

Passei um bom tempo sem ir a um cinema, mas tem explicação. Até o final de 2012, eu era um ignorante por completo no papo cinéfilo. Apenas conhecia por alto, e quando me perguntavam qual era o meu filme favorito, eu tremia na base, o que foi resolvido depois, da maneira mais árdua possível. Hoje, posso dizer com todas as letras que o meu favorito é o clássico Poderoso Chefão.

Me senti apto para voltar às salas escuras no final do ano passado depois de saber argumentar sobre poucos filmes "essenciais" para qualquer papo cabeça entre fãs de cinema. Fugindo do planejamento todo, janeiro foi quando tudo começou de novo e prometi a mim mesmo frequentar mais cinemas, concertos e teatros, tendo somente o primeiro concluído.

A volta definitiva foi apenas o estopim da minha birra. Iniciei uma intriga pessoal com muitas outras pessoas enquanto assistia Pulp Fiction na programação de clássicos do Cinemark, passando em apenas algumas salas e um preço super camarada (R$ 15 a inteira, R$ 7 a meia). Fiz até um artigo em meu blog pessoal criticando a falta de educação das pessoas na sala perante a localização das poltronas, mas parece que isto vai além.

É um absurdo o que fazem lá dentro. Ninguém frequenta a sala do telão para apenas assistir um filme. Não, vai para tirar fotos e conversar. Quando não isso, repreende os ouvidos dos outros dando gritinhos e risadinhas enquanto destroem a pose de adultos sérios e brincam feito crianças. Pior que isso, ainda sobra espaço aos que, além de mexer no celular, falam ao telefone como se fosse a coisa mais normal do mundo e reclamam se reclamam do seu ato.

Isto vai além do ridículo! O que faz uma pessoa pagar quinze reais num ingresso, ou, indo aos mais sofisticados, pagando trinta reais - ah, VillageMall! -, para fica agindo desta maneira? Não cabe ao raciocínio lógico. Tais atitudes mostram apenas como uma pessoa pode ser egoísta a ponto de falar "dane-se" e fazer o que bem pensa, entende e acha certo naquele momento.

É inevitável que você fique calado na hora do cinema. Às vezes, algumas coisas devem ser ditas, mas se esforce um pouco. O espaço não é seu; é público, e muita gente está lá para apenas assistir o filme e ir embora, assim como é sua vontade. Se, por acaso, precisa falar ao telefone, o lado de fora está permitido para qualquer um, permitindo a volta. Só, pelo amor de Deus, não estrague a paz durante o filme.


Um comentário:

  1. Estou adorando esses textos do Bruno, parabéns :)

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